Seu cachorro não é seu filho

O parágrafo §2418 do Catecismo vem gerado muita discussão na internet, isso porque de acordo com o magistério da igreja é contrário a dignidade humana tratar os animais como pessoas e isso inclui tratar um cachorro ou um gato como filho.

Vamos analisar o catecismo, preste bastante atenção nas partes em negrito:

“§2418 – É contrário à dignidade humana, fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas. E igualmente indigno gastar com eles o que deveria prioritariamente aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas.

-Catecismo da Igreja Católica

Então podemos ver primeiramente que a igreja nos orienta a amar os animais, São Francisco de Assis que o diga, e condena maus tratos ao animais, não é preciso ser um gênio de interpretação de texto para entender isso, a igreja apenas condena que católicos tratem seus animais de estimação como filhos, só isso, e ponto final.



Então se você não é católico, basta ignorar a doutrina da igreja e seguir a sua vida, esse artigo é apenas para católicos. E como muitos possuem dificuldades de interpretação de texto, afirmamos que o objetivo do artigo não é dizer que você não possa ter um animal de estimação, fique tranquilo com seu pet pode cuidar dele e dar carinho e amor, apenas não o trate como filho caso você seja católico.

Ok, mas por que não devemos tratar os animais como filhos? Vamos aos argumentos!

Um estudo feito em algumas universidades na Europa apontou que, de cada 10 casais, 3 preferem ter um animal de estimação ao invés de ter filhos.

Entenda criatura: o problema não é um casal que não pode ter filhos, isso a igreja compreende completamente, o problema em questão são casais que tomaram a decisão de terem animais ao invés de filhos, ou seja, colocaram um cachorro no lugar do ser humano.

Vivemos em uma sociedade que quer mudar os papéis na sociedade e ao mesmo tempo manter os privilégios. O conceito de “família”, “pai”, “mãe” e “casal” vem sendo redefinidos com a ideologia de gênero e o marxismo cultural e toda a campanha feminista. Cada vez menos casais querem ter a responsabilidade de criar um filho.

Muita gente não mede esforços para dar uma vida boa para os bichinhos, só que às vezes, a coisa pode sair do controle e quando a gente vê, está tratando o cachorro, o gato, como gente.

Ninguém está dizendo que não se deve dar carinho para os bichinhos, mas é preciso ter limite para uma relação saudável com o animal de estimação.

Quem tem um cãozinho sabe como são o apego e o amor por eles, mas até os veterinários alertam: os animais não podem ser tratados como se fossem gente. Isso é prejudicial para todos.

Animais não possuem alma intelectiva como nós, seres humanos, temos. Todos seres vivos possuem alma, até uma planta possui, porém a alma que os animais(sensitiva) e plantas(vegetativa) possuem são bem diferentes da alma humana (intelectiva). Portanto, os animais não podem nunca ter a mesma dignidade do homem.

Um filho pode crescer e lutar por uma sociedade mais justa. Um filho pode olhar para o passado e consertar os erros de nossa geração. Um criança pode fazer a escolha de amar, abraçar e cuidar, não como mera reação animal, e sim com intencionalidade.

São coisas que um gato não pode fazer. Um animal pode apontar a criatividade do Criador; mas somente um filho aponta a sua glória.



Um filho é alma. É eterno. É um ser que pode conhecer a misericórdia e bondade do Deus que se revela como o Pai que ama seus filhos.

Em uma sociedade aonde não há mais lugar para Deus, a eternidade ou o conceito bíblico de amor, faz sentido preferir poodles a almas viventes. Querem o privilégio de cuidar, alimentar e demonstrar carinho. Mas sem a responsabilidade de lidar com um coraçãozinho que busca por seu Criador.

Resumindo: Temos cachorros e gatos para nossa própria alegria. Temos filhos para compartilhar a alegria de Deus.

Biografia

Não, Teu Cachorro Não é Teu Filho Disponível em: (http://daniel.gardner.nom.br/2017/12/12/nao-teu-cachorro-nao-e-teu-filho). Acesso em: 10 fev. 2018.

Catecismo da Igreja Católica Disponível em: (http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html). Acesso em: 10 fev. 2018.

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