Papa propõe que noivos façam catequese antes de se casarem

Algo que faz muito sentido, pois se todos devem fazer catequese para receber o sacramento da primeira comunhão, crisma e em alguns casos o batismo e um sacerdote estuda oito anos de sua vida até ser ordenado, por que não um casal? Hoje em dia com uma sociedade que cada vez mais persegue a família, isso vem se demostrado muito necessário, e partindo disso que o Tribunal Eclesiástico da Rota Romana lançou essa proposta.

Hoje cada vez mais jovens procuram evitar relacionamentos sérios, cujo o objetivo é se preparar para o matrimônio, com uma mentalidade relativista, muitos se prendem aos prazeres da carne, o que dificulta a vivência da castidade. O namoro virou uma espécie de método para suprir carências pessoais e não um meio para que juntos possam buscar discernimento e maturidade para viver o matrimônio. Outro problema são os casais que se casam rápido somente por causa da vida de castidade, desta forma vivendo uma vida de promiscuidade dentro do matrimônio.



Na Exortação Amoris Laetitia o papa já diz:

“1. A ALEGRIA DO AMOR que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja. Apesar dos numerosos sinais de crise no matrimônio – como foi observado pelos Padres sinodais – «o desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens, e isto incentiva a Igreja».[1] Como resposta a este anseio, «o anúncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia».[2]”

Desta forma surgiu a necessidade de ouvir aqueles fiéis que haviam silenciado suas consciências e depois reencontraram um caminho para ver um pouco de ‘luz’, como disse o papa na audiência aos membros do Tribunal da Rota Romana, que estão inaugurando o Ano Judiciário 2018.

O discurso do Santo Padre teve como objetivo principal a consciência: tanto nos casos dos quais os juízes se ocupam, como na vida das pessoas dos quais são protagonistas. As atividades dos Tribunais Eclesiásticos, seu empenho em causas de nulidade matrimonial e em geral, a pastoral familiar da Igreja – acrescentou Francisco – se expressam também como ‘ministério da paz das consciências e devem ser exercidos com toda a consciência’.

O Papa recomendou também o esforço de um ‘catecumenato matrimonial visto como itinerário indispensável para que jovens e casais revivam a sua consciência cristã amparada pela graça dos dois sacramentos: batismo e matrimônio’.

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