Como o protestantismo cresceu no Brasil

Esse mês o assunto do momento é o protestantismo pois no dia 31 de outubro de 2017 eles irão comemorar os 500 anos da reforma de Lutero. Desde 2010 após a pesquisa do IBGE não se para de falar no fator do protestantismo está crescendo e o catolicismo diminuindo, não o bastante, recentemente o Datafolha divulgou uma pesquisa que apontam que os números não param de crescer para o protestantismo. Três em cada dez (29%) brasileiros com 16 anos ou mais atualmente são evangélicos, dividindo-se entre aqueles que podem ser classificados como evangélicos pentecostais (22%), em maior número e frequentadores de igrejas como Assembleia de Deus, Universal do Reino de Deus, Congregação Cristã e Quadrangular do Reino de Deus, e 7%, como evangélicos não pentecostais, pertencentes a igrejas como Batista, Presbiteriana e Metodista, entre outras.



Mas por que esse número só aumenta? Será uma mágica? Será um milagre divino? A resposta é não, isso é um resultado de um longo processo, que podemos explicar através de três pontos, o marketing religioso, falta de informação do povo e visão distorcida da igreja católica, esses pontos são primordiais para compreender o crescimento repentino dos protestantes no país.

Marketing Religioso

Esse é um campo do marketing pouco conhecido no mundo católico, atrevo a dizer que quase zero, alguns bispos e padres são completamente contra, outros a favor, na verdade existe uma grande discussão entre autoridades católicas sobre o assunto. Argumentos fundamentados em fé, outros somente na razão, onde cada um compreende à sua maneira. O marketing estuda o mercado, ele decodifica o que o consumidor quer para melhor atendê-lo, o marketing religioso surgiu através do marketing social, ambos não possuem o objetivo do lucro – pelo menos na teoria -, tecnicamente o marketing religioso é o próprio marketing com objetivo de evangelização.

Para falar de marketing religioso teríamos que escrever um artigo somente para ele, mas por enquanto iremos dar alguns exemplos, vejamos:

Quando uma igreja batista coloca em sua fachada “primeira igreja batista de (nome do bairro)”, isso é marketing religioso, as igrejas tem uma super estrutura, com data show, equipamentos de som de última geração, ar condicionado, parecem um shopping center, marketing religioso, o mercado de música gospel que se adapta a vários ritmos e gêneros musicais para agradar aos diferentes gostos, marketing religioso, novelas e filmes como por exemplo o filme “Deus não está morto” que fazem proselitismo ao protestantismo e por ai vai. Enfim, existe muita, mas muita coisa mesmo para se falar, os protestantes investem milhões em marketing religioso, se colocarmos no papel o que eles gastam com publicidade, desde alugar um espaço na madrugada nas emissoras de TV, até e investir em Google Adsense, Facebook Ads, Outdoors, panfletos, revistas, livros, até comprar uma emissora de TV, provavelmente você deve está vendo algum anúncio de curso de pastor ou algo do tipo neste site.



No protestantismo o foco sempre será a satisfação do fiel, o objetivo é a cada dia conquistar a fidelidade do mesmo, há quem diga que isso funciona, mas na realidade não, no protestantismo existem poucas conversões para outras religiões no entanto, existe um alto número de rotatividade entre as denominações, pois o fiel sempre irá procura a melhor denominação que irá lhe trazer conforto pessoal.

Falta de informação do povo

O protestantismo se instala em lugares onde as pessoas possuem um baixo nível de escolaridades, ou seja, são ignorantes no assunto, lembrando que ser ignorante (não conhecer) é diferente de ser burro, as pessoas não possuem tanta informação sobre o cristianismo em si, então pastores, com uma grande desonestidade intelectual, conseguem facilmente fazer com que as pessoas acreditem na doutrina do Sola Scriptura, ou que a igreja católica é pagã etc. Não podemos esquecer também dos jovens – o principal público do protestantismo – que são mais suscetíveis a novas ideologias e não possuem muita informação sobre religião.

Visão distorcida da igreja católica

Nesse ponto o protestantismo apenas pegou o barco e deixou fluir no rio, pois a cultura brasileira, a mídia e os livros do MEC e ate mesmo a própria igreja já se encarregaram de todo o trabalho duro. Com o sincretismo religioso rolando solto fazendo com que umbandistas frequentem a missa e o terreiro, católicos de IBGE dando mau exemplo, missa interculturadas, no cinema a igreja é sempre retratada como vilã, nas escolas parte da história é ocultada para fazer da igreja o mau do século e por ai vai. Então as pessoas crescem com a mentalidade de que a igreja católica é ruim, o único trabalho que o protestante tem é de dizer que igreja católica e macumba são a mesma coisa.



Infelizmente essa é a realidade, e no momento só o que nos resta é rezar o terço e combater todas as heresias de dentro da igreja como a Teologia da Libertação, catequizar corretamente as pessoas para que elas não se tornem católicos jujubas relativistas religioso, tirar a mentalidade sentimentalista dos grupos jovens de dentro da igreja que transformam a missa em um verdadeiro culto protestante. Primeiro devemos combater o mau de dentro da igreja para depois combatermos o mau externo que nos atormenta.